O Arco

VISÃO GERAL

O arco tem como principal elemento estrutural a vareta, feita de madeira flexível mas firme, com crinas de cavalo a ela ligadas em ambas as
extremidades nos arcos entalhados à mão. É passada no sentido transversal sobre as cordas do violoncelo a fim de colocá-las em vibração.
Os arcos usados com as antigas violas eram mais largos que os do moderno violino, e eram seguros com a palma da mão virada para fora.
As primeiras rabecas eram tocadas com um arco multo curvo, que foi gradualmente se tornando mais retilíneo.
As crinas nos arcos de fabricação industrial são substituídas por fios de nylon. Apesar de se ter tentado substitutas, a madeira mundialmente
conhecida como a melhor para o feitio de arco para instrumentos de cordas friccionadas é o pau-brasil, especialmente o originário de Pernambuco.
A crina somente não produz atrito suficiente para a vibração; por isso usa-se passar breu na crina antes de tocar o instrumento para aumentar o atrito entre a mesma e a corda para, com isso, aumentar o volume do som.
O ARCO NA HISTÓRIA

O primeiro arco especificamente destinado ao violino foi criado por Arcangelo Corelli, no começo do século XVIII. Era mais curto e menos flexível que o arco do violino moderno, mas ainda apresentava uma curva voltada para fora. Uns 50 anos depois, Giuseppe Tartini aumentou o comprimento do arco, tornou-o mais ou menos retilíneo e aperfeiçoou sua flexibilidade.
O “arco de Tourte”, atualmente em uso, foi criado pelo francês Frangois Tourte (1747-1835) no século XIX, e é ainda mais comprido, com uma
curva muito ligeira para dentro. O engenhoso mecanismo de esticar a crina, também foi criado por François Tourte.


O ARCO NOS INSTRUMENTOS DE CORDAS

Tipos de arco: o primitivo arco das rabecas ; arco de Corelli ; arco de Tartini e arco de Tourte , o qual ainda está em uso.
Arcada ascendente: Ação de passagem do arco, em instrumento de cordas, em que o executante impele o arco desde a ponta até o talão.
Arcada descendente: Ação do executante de um instrumento de cordas quando puxa o arco desde o talão até a ponta.
Arco musical: O mais simples e o mais primitivo de todos os instrumentos de corda, predecessor da harpa e do alaúde. Ainda usado na África e na Ásia, o arco musical originou-se provavelmente no arco de caga e consistia em uma única corda presa ás extremidades de uma vara flexível. A nota era alterada flectindo mais ou menos o arco, a fim de variar a tensão na carda. Embora a corda fosse usualmente beliscada, em alguns casos era friccionada com um arco menor. Os aperfeiçoamentos do arco primitivo induzem a adição de um ressonador em uma extremidade do arco e o uso
de mais de uma corda, reunindo por vezes diversos arcos. Em alguns casos, o executante segura uma ponta do arco com a boca, a qual funciona
como caixa de ressonância. A essa modalidade dá-se o nome de arco de boca. O que se chama popularmente no Brasil de berimbau é um perfeito
exemplo de arco musical

BREU

Claro: mais fino, menos pegada, menos atrito.
Escuro
: mais grosseiro, mais pegada, mais atrito.

A escolha do breu ideal é uma decisão bem pessoal e depende fundamentalmente do tipo de crina, tipo de corda e, claro, da iniciativa do instrumentista em querer conhecer e testar os diferentes tipos de breus que se adequam ao melhor tipo de corda usada e a temperatura do lugar onde se toca… tudo isso interfere na sonoridade. Normalmente, utiliza-se para cordas de aço um breu mais duro (escuro); para cordas sintéticas um breu intermediário e para cordas de tripa um breu com mais poder de adesão (claro).

Breu escuro é menos suave do que o breu claro – ou seja – é mais duro, não solta tanto pó, más em compensação tem um poder de adesão menor, é mais indicado para cordas de aço.

Para que serve o breu e como utilizar?

Serve para criar um poder de adesão entre a corda e a crina do arco. Na prática o som sai mais “limpo” e não precisa colocar tanta força no arco pra conseguir tirar o som da corda.
Deve-se passá-lo em toda a extensão do arco (na crina) – detalhe, o arco precisa estar “tencionado”, ou seja, com as crinas esticadas para se passar o breu, não se deve usar o breu com as crinas “frouxas”.
Dependendo do tipo de breu utilizado (escuro, intermediário ou claro) uma ou duas passadas já são mais que suficiente (alguns dizem que um bom teste e passar um dos dedos SOB a crina, – nunca onde se encontra em contato com as cordas, pois existe gordura na mão, se sair um pó branco está bom- tal teste deve ser feito com o arco tencionado). Caso o som saia meio “arenoso” (pastoso), é sinal que o arco tem muito breu.