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Depois de séculos… aqui estou eu. Fiquei tempos e tempos sem postar no blog, e o deixei meio que abandonado e teia de aranhas e poeira se acumularam sobre ele.
Estudos e também preguiça me fizeram deixá-lo de lado.

Bem, Hora de remover essa poeira, limpar as teias… voltarei a postar aqui de agora em diante, mas não posso garantir que sempre, pois estudos/faculdade não vão me permitir.
Entretanto, sempre que possível estarei aqui para postar partituras e outras coisas relacionada ao Violoncelo.

:*

O Arco

VISÃO GERAL

O arco tem como principal elemento estrutural a vareta, feita de madeira flexível mas firme, com crinas de cavalo a ela ligadas em ambas as
extremidades nos arcos entalhados à mão. É passada no sentido transversal sobre as cordas do violoncelo a fim de colocá-las em vibração.
Os arcos usados com as antigas violas eram mais largos que os do moderno violino, e eram seguros com a palma da mão virada para fora.
As primeiras rabecas eram tocadas com um arco multo curvo, que foi gradualmente se tornando mais retilíneo.
As crinas nos arcos de fabricação industrial são substituídas por fios de nylon. Apesar de se ter tentado substitutas, a madeira mundialmente
conhecida como a melhor para o feitio de arco para instrumentos de cordas friccionadas é o pau-brasil, especialmente o originário de Pernambuco.
A crina somente não produz atrito suficiente para a vibração; por isso usa-se passar breu na crina antes de tocar o instrumento para aumentar o atrito entre a mesma e a corda para, com isso, aumentar o volume do som.
O ARCO NA HISTÓRIA

O primeiro arco especificamente destinado ao violino foi criado por Arcangelo Corelli, no começo do século XVIII. Era mais curto e menos flexível que o arco do violino moderno, mas ainda apresentava uma curva voltada para fora. Uns 50 anos depois, Giuseppe Tartini aumentou o comprimento do arco, tornou-o mais ou menos retilíneo e aperfeiçoou sua flexibilidade.
O “arco de Tourte”, atualmente em uso, foi criado pelo francês Frangois Tourte (1747-1835) no século XIX, e é ainda mais comprido, com uma
curva muito ligeira para dentro. O engenhoso mecanismo de esticar a crina, também foi criado por François Tourte.


O ARCO NOS INSTRUMENTOS DE CORDAS

Tipos de arco: o primitivo arco das rabecas ; arco de Corelli ; arco de Tartini e arco de Tourte , o qual ainda está em uso.
Arcada ascendente: Ação de passagem do arco, em instrumento de cordas, em que o executante impele o arco desde a ponta até o talão.
Arcada descendente: Ação do executante de um instrumento de cordas quando puxa o arco desde o talão até a ponta.
Arco musical: O mais simples e o mais primitivo de todos os instrumentos de corda, predecessor da harpa e do alaúde. Ainda usado na África e na Ásia, o arco musical originou-se provavelmente no arco de caga e consistia em uma única corda presa ás extremidades de uma vara flexível. A nota era alterada flectindo mais ou menos o arco, a fim de variar a tensão na carda. Embora a corda fosse usualmente beliscada, em alguns casos era friccionada com um arco menor. Os aperfeiçoamentos do arco primitivo induzem a adição de um ressonador em uma extremidade do arco e o uso
de mais de uma corda, reunindo por vezes diversos arcos. Em alguns casos, o executante segura uma ponta do arco com a boca, a qual funciona
como caixa de ressonância. A essa modalidade dá-se o nome de arco de boca. O que se chama popularmente no Brasil de berimbau é um perfeito
exemplo de arco musical

BREU

Claro: mais fino, menos pegada, menos atrito.
Escuro
: mais grosseiro, mais pegada, mais atrito.

A escolha do breu ideal é uma decisão bem pessoal e depende fundamentalmente do tipo de crina, tipo de corda e, claro, da iniciativa do instrumentista em querer conhecer e testar os diferentes tipos de breus que se adequam ao melhor tipo de corda usada e a temperatura do lugar onde se toca… tudo isso interfere na sonoridade. Normalmente, utiliza-se para cordas de aço um breu mais duro (escuro); para cordas sintéticas um breu intermediário e para cordas de tripa um breu com mais poder de adesão (claro).

Breu escuro é menos suave do que o breu claro – ou seja – é mais duro, não solta tanto pó, más em compensação tem um poder de adesão menor, é mais indicado para cordas de aço.

Para que serve o breu e como utilizar?

Serve para criar um poder de adesão entre a corda e a crina do arco. Na prática o som sai mais “limpo” e não precisa colocar tanta força no arco pra conseguir tirar o som da corda.
Deve-se passá-lo em toda a extensão do arco (na crina) – detalhe, o arco precisa estar “tencionado”, ou seja, com as crinas esticadas para se passar o breu, não se deve usar o breu com as crinas “frouxas”.
Dependendo do tipo de breu utilizado (escuro, intermediário ou claro) uma ou duas passadas já são mais que suficiente (alguns dizem que um bom teste e passar um dos dedos SOB a crina, – nunca onde se encontra em contato com as cordas, pois existe gordura na mão, se sair um pó branco está bom- tal teste deve ser feito com o arco tencionado). Caso o som saia meio “arenoso” (pastoso), é sinal que o arco tem muito breu.

Umas das coisas mais importantes do intrumento é o cuidado que ele deve, ou deveria merecer.

Cuidar do seu intrumento é uma coisa importante e que o fará se tornar melhor cada vez mais.

Tirar e Colocar o Violoncelo em um Case fino (Aqueles cases de tecido, não-metálico)

.Sempre tirar o arco primeiro do caser e depois o celo.
.Quando guardar, sempre coloque o instrumento primeiro e depois o arco.



Guardando seu Violoncelo

.Só deixe o violoncelo no chão apoiado em um dos lados, por um curto período de tempo.
.Mesmo que por curto espaço de tempo sem tocar, guarde o violoncelo na capa ou estojo.
.Mantenha o seu instrumento longe de fontes de calor ou de frio;  jamais o deixe dentro do carro quente.
.Ao limpar o instrumento não use detergente ou polidores. Limpe com um pano macio, espanador ou jato de ar.

Cuidados com o arco

.Se você toca em média algumas horas por dia, é recomendável que a crina seja trocada a cada 6 meses; ser você toca algumas vezes por semana,
substitua a crina uma vez ao ano. Isso porque a crina pode deformar à medida em que envelhece e isto pode alterar o balanço correto do arco.

.Passe breu no arco mais ou menos a cada 2-3 horas de uso.
.Use mais breu se a crina foi recentemente trocada.
.Não balance o arco no ar para tirar algum excesso de breu; é arriscado bater ou fletir demais..Breu escuro é mais suave do que o breu claro.
.desapertar parafuso para crina destensionar – guardar / apertar parafuso para crina tensionar – tocar.
.breu 2 a 3 passadas com velocidade do talão à ponta toda vez que for tensionado – normal uma vez por dia.
.não deixe pontos pretos na crina (breu ressecado=crosta), para limpar use uma escova de dente levemente embebida em diluição de 2 de álcool e 1 de água.
.no final do estudo ou execução limpar a vara de qualquer resíduo de pó branco (breu e micropelos)

Conhecendo a Crina:

Crina nova: pela avaliação visual – mais “micro-pelos” e “micro-pelos” onde o breu fica = som suave e controlável.

Crina velha: somente avaliação visual – crosta de breu = som áspero e descontrolado.

Tipos de crina:

“Crina’” de Nylon – fio mais fino e mais branco (mesmo com o uso é esbranquiçado).
Crina natural de cavalo (pelos do rabo quimicamente tratados) – mais grosso e mais amarelado (novo ou com uso)

Olá galera, primeiro post de muitos que terá no blog sobre o instrumento da família de cordas Violoncelo (Que na minha opinião é o melhor .rs)
Se notarem alguns erros me corrijam, por favor.

O violoncelo é um instrumento da família dos instrumentos de corda. Tocado geralmente com arco, possui quatro cordas afinadas em quintas.
O instrumento pertence à sub-família dos violinos, que engloba os instrumentos orquestrais de quatro cordas afinadas em quintas. Essa família se diferencia da familia da viola (da qual faz parte o contrabaixo) tanto pela afinação, que ali se dá em quartas em vez de quintas, tanto pela forma diferenciada do instrumento. A característica padrão do instrumento foi estabelecida por Stradivarius, em 1680.
A partir dos Concertos Espirituais de Boccherini, o violoncelo passou a ser tratado como solista, e não somente como um instrumento para compor o naipe de cordas. Uma das primeiras citações sobre o violoncelo foi numa coleção de sonatas italianas anônimas, datada de 1665. Tornou-se popular como instrumento solista nos séculos XVII e XVIII.

É bem maior em relação ao violino e à viola  e um tanto menor em relação entre o Contrabaixo.
Suas cordas são: Lá(A), Ré(D), Sol(G) e Dó(C)(agudo para o mais grave).

A sonoridade do violoncelo é considerada bastante expressiva, por isto, é conhecido como o “rei” dos instrumentos do naipe: cordas. Emotivo, humano – cobrindo toda a gama da voz humana – o violoncelo é ao mesmo tempo afetuoso, às vezes majestoso. Seu uso é mais presente na música erudita.
Por possuir tanta sonoridade, o instrumento pode ser tocado na Clave de Fá (4ª linha) na Clave de Dó (4ª Linha) e até na clave de Sol. (Irei falar sobre Isso mais tarde)
O Requisito primordial para o aprendizado do instrumento é o estudo com a orientação de um professor.

1 –  Tampo
2- Filete
3- F ‘s
4- Espigão (Violoncelos barrocos são tocados sem este ascessório)
5 – Estandarte
6- Espelho
7- O braço
8-  Pestana
9- Cravelhas (São 4)
10 – A caixa das cravelhas
11- A Voluta
12- Cavalete
13- Afinadores finos
14- Vareta do arco
15- Ponta do Arco
16- Talão do arco
17- Crina
Um violoncelo é composto de aproximadamente 70 partes diferentes e tem um corpo de 75-76 cm. de comprimento.
Até o próximo post.
LEGENDA
Conheça as partes do Violoncelo usando esta tabela como referência.
PORTUGUÊS
INGLÊS
ALEMÃO
FRANCÊS
1
O tampo
The top
Die Decke
La table
1a
O fundo
The back
Der Boden
Le fond
2
O filete
The ribs (or purflings)
Die Zargen
L’eclisse
3
Os F’s
The F holes
Die F-Locher
Les F.
4
O espigão
The tail-pin (or end-pin)
Der Stiften (oder Stachel)
L’epine
5
O estandarte
The tail-piece
Der Saitenhalter
Le tire-cordes
6
O espelho
The fingerboard
Das Griffbret
La touche
7
O braço
The neck
Der Hals
Le manche
8
A pestana
The saddle
Der Sattel
Le sillet
9
As cravelhas (são 4)
The pegs
Die Wirbel
Les chevilles
10
A caixa das cravelhas
The peg-box
Der Wirbelkasten
La caisse des crevilles
11
A voluta
The scroll
Die Schnecke
La coquille
12
O cavalete
The bridge
Der Steg
Le chevalet
13
Os afinadores finos
The fine tuners
?
?
14
A vareta do arco
The bow-stick
Die Hogenstange
La baguette
15
A ponta do arco
The head (or the tip)
Der Kopf
La pointe de l’archet
16
O talão do arco
The nut (or the frog)
Der Frosch
La hausse de l’archet
17
A crina
The hair
Die Haare
Les crins

Um violoncelo é composto de aproximadamente 70 partes diferentes e tem um corpo de 75-76 cm. de comprimento

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